
Plantas
Numa agrofloresta a abundância de espécies vegetais é fundamental. As plantas servem propósitos diferentes em cada estágio de evolução da agrofloresta Procuramos implementar com maior expressão espécies autóctones da floresta portuguesa, mas há outras espécies que introduzimos quer pela adequação às características do lugar, quer pela função que podem desempenhar no ecossistema.
Aqui disponibilizamos, num trabalho continuo, as plantas que vão compondo a nossa agrofloresta, com alguma informação sobre o papel que desempenham.

Eucalipto
O Eucalipto é a nossa árvore em maior abundância, e por isso assumimos a sua importância no primeiro estágio da agrofloresta. Além de providenciar sombra, de criar muita biomassa, e ser um bom fornecedor de lenha, no seu entorno conserva humidade que permite a outras árvores, como azinheiras, crescerem.

Esteva
Este arbusto nativo de Portugal, com presença marcante nos ecossistemas locais, tem sido mal interpretada. Por ser muito resistente, aparece e mantém-se em solos muito pobres, o que a torna uma planta pioneira, com muitos benefícios. As suas raizes profundas permitem perfurar solos muito compactados e o ládano (uma substância pegajosa que reveste as suas folhas) colecta sementes que voam e permite que elas cheguem à terra.

Oliveira
Apesar de não ter uma presença expressiva na agrofloresta esta é a espécie predominante na herdade.

Medronheiro
De floração abundante, o medronheiro é uma importante melífera e os seus frutos (conhecidos pela água-ardente) servem de alimento a diferentes animais durante o outono e inverno. É uma espécie com resiliência ao fogo e capacidade de recuperação após incêndio e as suas raízes ajudam a proteger e a fixar o solo.

Pilriteiro
Esta é uma espécie interessante para a fauna. Além das flores e frutos serem uma fonte de alimento para mais de 140 espécies de insetos e um grande número de aves, a planta constitui também um ótimo local de abrigo e nidificação para as aves, pelos facto dos seus espinhos protegerem os ovos de eventuais predadores. É um arbusto endémico resistente às grandes variações de temperatura e as suas raízes auxiliam na descompactação do solo.